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Congresso Abrape apresenta perspectivas positivas para o futuro do setor de eventos

24 de novembro de 2023
09:10

Ao encerrar o evento, o economista Ricardo Amorim garantiu que o mercado deve crescer mais do que a economia brasileira. O segundo e último dia também foi marcado pela entrega do Prêmio de Responsabilidade Empresarial – PRESE.

Os 1.600 participantes do 8º Congresso Brasileiro dos Promotores de Eventos saíram do evento prontos para aproveitar oportunidades e otimistas em relação ao futuro. Pelo menos foi essa a expectativa deixada pelo economista Ricardo Amorim, que encerrou a programação do CBPE com a mensagem proposta desde o início pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE): levar conhecimento aos representantes do segmento, ao mesmo tempo em que promove o networking e a troca de experiências. Não é à toa que o encontro, de âmbito nacional, a cada ano se torna mais completo com a discussão de diferentes temas relacionados a toda cadeia produtiva de eventos. 

“O setor de eventos saiu machucado da pandemia, porém valioso”, garantiu Amorim, certo de que o mercado tem potencial para crescer mais do que a economia brasileira. E quando se trata de traçar um panorama da situação do País, o especialista reforça que é preciso olhar para as oportunidades, apesar dos problemas. Isso envolve aproveitar o crescimento de setores como o imobiliário, automobilístico e industrial, que estão sendo diretamente impactados pela baixa da inflação e queda nas taxas de juros. De forma geral, surpreender foi a palavra chave da palestra, diante do incremento brasileiro em comparação aos países desenvolvidos. E na prática, esse também deve ser o papel dos promotores de eventos, ou seja, entregar algo que a pessoa não estava esperando receber.

“Você tem na mão o melhor produto do mundo para surpreender, mexer com as pessoas e falar algo que elas não imaginavam, e vão sair contando. As pessoas não estão acostumadas a ser positivamente surpreendidas com serviço. Não é o que a gente vê que importa, mas como a gente é visto. Quem tem que falar bem do que você faz é o cliente e não o departamento de marketing. Se criar algo legal, as pessoas vão postar nas redes sociais e falando para todo mundo. Quem foi ao Rock In Rio e não postou, não foi ao evento”, enfatizou o também empreendedor e ex-apresentador do programa Manhattan Connection da GloboNews, que finalizou “As grandes oportunidades existem quando ninguém mais acredita nela”. 

Experiências inspiradoras

Ações de ativação utilizadas durante a pandemia, período de grande desafio para o setor de cultura e entretenimento foram apresentadas como cases de sucesso durante o primeiro painel do segundo e último dia do Congresso, realizado no Vibra São Paulo. Ao tratarem do tema Experiências de Grandes Marcas no Mercado de Eventos, os participantes enfatizaram a importância dos eventos para conectar o consumidor ao produto por meio de uma experiência completa, que pode envolver desde o uso de tecnologias até collabs entre marcas para amplificar a comunicação. 

Para o diretor de Patrocínios e Marketing de Experiências da Ambev, Felipe Bratfish, o excesso de informações que chega até o público atualmente torna cada vez mais difícil chamar a atenção do consumidor. Diante desse cenário, as empresas têm apostado no investimento em entretenimento para alcançar e reter o cliente final. “O evento pode ser um hub de sinergia de marketing”, destacou. 

E é exatamente esse o pensamento da Managing Director at Moët Hennessy do Brasil, Catherine Petit. Ela deixou claro que a missão da marca inserida no ramo de bebidas, como o espumante Chandon, é criar experiências inspiradoras, gerar desejo e a vontade do consumidor de comprar, consumir e curtir. “Para nós o conceito de evento é extremamente importante, é a melhor forma de apresentar nossas marcas e criar experiências especiais onde o consumidor pode ficar inspirado, querer consumir e comprar mais. Ele tem muitas facetas e canais onde podemos nos exprimir”, destacou a executiva da organização francesa.

A empresa foi uma das que mostrou, na prática, que a crise é realmente capaz de gerar grandes oportunidades. Após sentir os reflexos da situação econômica do Brasil entre 2015 e 2016 e, em seguida, o “golpe final” com o surgimento do Covid 19, a Moët Hennessy se reinventou e transformou os desafios na famosa Casa Chandon, conhecida internacionalmente. O espaço itinerante surgiu a partir da necessidade de lançar a nova identidade visual da marca. A expectativa inicial era apresentar o novo rótulo em um clássico evento para milhares de pessoas em meados de 2021. No entanto, o período ainda estava marcado pelas restrições sociais impostas pela pandemia.

“Usamos muita inovação e criamos um espaço imersivo para receber clientes e parceiros, numa casa que ficou durante quatro semanas. Trouxemos os vinhedos para a cidade, havia um espaço de degustação e de almoço com chefs brasileiros. Recebíamos grupos de 40 pessoas por vez, totalizando 2 mil pessoas. Todos os anos nos ligam para saber quando vamos abrir, mas era um evento efêmero. Decidimos, então, levar essa casa através do Brasil. Em 2022 fomos para o Rio e esse ano para Recife. Pretendemos ir para outras cidades para oferecer experiência para os consumidores e também clientes e parceiros”, explicou Catherine.

Na Volkswagen a situação não foi diferente, afinal quem não assistiu ou ouviu falar da famosa da campanha de 70 anos da empresa automobilística protagonizada por Maria Rita e Elis Regina? A montadora alemã utilizou recursos da Inteligência Artificial para emocionar os 5 mil participantes da festa de comemoração do aniversário da marca. O objetivo foi aproveitar um momento de experiência para se conectar com o consumidor. 

“Apesar do filme ser uma campanha, ela nasceu de um evento de um momento de experiência. A ideia era ter um encontro de celebração com os principais stakeholders. Não tínhamos previsto dinheiro de mídia para a campanha. Aproveitamos o momento de integração para reverberar a campanha com força. Ao término do evento, a gente mandou um agradecimento para os convidados pelo whatsapp e o filme de 70 anos. Todos receberam simultaneamente. Teve uma repercussão rápida da forma menos tradicional possível”, disse a gerente Executiva de Marketing da Volkswagen Brasil e SAM, Livia Kinoshita.

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