Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) mostra consumo de R$ 12,6 bilhões em janeiro, alta de 9,7% em relação a 2025, enquanto o estoque de empregos no core business do setor registra crescimento de 81,4%
O setor de eventos de cultura e entretenimento começou o ano batendo recordes. Segundo o mais recente Radar Econômico, boletim elaborado pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) com base em dados da IBGE, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal, o consumo no setor alcançou R$ 12,61 bilhões em janeiro, maior valor da série histórica iniciada em janeiro de 2019 e um crescimento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 11,49 bilhões).
A estimativa tem como base o item Recreação no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado mensalmente pelo IBGE, associada à massa de rendimento real de todos os trabalhadores com 14 anos ou mais de idade, conforme a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). “Os resultados mostram avanço do consumo das famílias nas atividades ligadas à recreação e aos eventos. Isso só comprova a importância econômica do segmento”, afirma Doreni Caramori Júnior, empresário e presidente da ABRAPE.
Empregos Além do consumo, o setor também apresenta crescimento no mercado de trabalho formal. Dados do MTE, compilados no boletim da ABRAPE, mostram que o estoque de empregos (total de vagas disponíveis em um mercado de trabalho) no core business do setor chegou a 202.128 postos em janeiro de 2026. Em 2019, período pré-pandemia e que é usado como referência para avaliar o desempenho do segmento, eram 111.401 vínculos formais, o que representa aumento de 90.727 postos de trabalho, crescimento de 81,4% no período.
Entre as atividades que compõem o setor, a maior evolução foi registrada no segmento de organização de eventos, que apresentou expansão de 142,4% no número de trabalhadores formais em relação a 2019. Também registraramm aumento as atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental (67,9%), produção de eventos esportivos (52,8%), atividades artísticas e espetáculos (52,3%) e recreação e lazer (22,8%).
No hub setorial, que reúne atividades impactadas pelo setor de eventos, como turismo, hospedagem, alimentação, publicidade e serviços, o estoque de empregos passou de 3,45 milhões em 2019 para 4,27 milhões em 2026. O aumento é de 822.674 postos de trabalho, equivalente a crescimento de 23,9%.
Na comparação com outros segmentos da economia, o setor de eventos apresenta o maior crescimento proporcional no estoque de empregos. Enquanto o core business de eventos registra expansão de 81,4% em relação a 2019, setores como construção cresceram 43%, serviços 24%, comércio cerca de 20% e indústria 17% no mesmo período.
“Esse desempenho do setor só comprova a importância das políticas de proteção ao setor como o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE). Se estes mecanismos, não teríamos resultados como estes, que movimentam uma cadeia ampla de atividades e tem impacto direto na geração de empregos em diferentes áreas da economia”, destaca Doreni.
O Radar Econômico da ABRAPE utiliza dados oficiais do IBGE, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal para monitorar o desempenho do setor de eventos no Brasil, com foco em indicadores de consumo, emprego e atividade econômica. O estudo completo pode ser acessado neste link.





