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Fim da meia-entrada corrigiria injustiça histórica, afirma presidente da ABRAPE

4 de agosto de 2020
14:59

Liderança considera oportuno o debate agora que o Ministério da Economia defende publicamente a extinção e Ancine realiza consulta pública sobre a obrigatoriedade da cobrança

 A extinção da cobrança de meia-entrada em eventos culturais no Brasil corrigiria uma injustiça histórica, defende Doreni Caramori Júnior, empresário e presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – ABRAPE, entidade que representa 300 associados dos segmentos de cultura e entretenimento, sediados em 23 Estados da Federação. “É uma intervenção estatal na economia que toma 50% da receita de alguns setores sem compensação, ao contrário do que ocorre em outros segmentos”, ressalta. 

A liderança considera oportuno o debate, agora que o Ministério da Economia defendeu publicamente a extinção de todas as regras que garantem o benefício e em um momento em que a Agência Nacional de Cinema (Ancine) recebe contribuições em uma consulta pública sobre a obrigatoriedade legal da cobrança e seus impactos, até 13 de agosto. 

“Além disso, há distorções que impactam ainda mais o setor de cultura e entretenimento como as falhas na verificação das carteiras de estudante, que acabam por estimular fraudes e receitas gigantescas para entidades que em nada contribuem para o benefício, e que resultam, na prática, em aumento dos valores dos ingressos uma vez que há que se buscar de alguma forma reduzir o prejuízo resultante dos descontos”, afirma Doreni. 

Bilheteria  Para o presidente da ABRAPE, não há como falar em financiamento da produção cultural e do entretenimento no Brasil sem considerar o principal: as receitas de bilheteria. Portanto, defende, é de suma importância otimizar a discussão e criar as soluções para as leis da meia-entrada. “Há muitos anos que a lei federal e diversas leis regionais, estaduais e municipais, obrigam a concessão de  descontos de 50% para os estudantes, idosos e outras categorias nos eventos sem, contudo, apontar a fonte pagadora do subsídio, numa afronta à Constituição Brasileira e à livre iniciativa”, aponta.

Dados do Sistema de Controle de Bilheteria (SBC) apontam que 80% dos ingressos vendidos em 2019 nos cinemas brasileiros foram de meia-entrada. Um levantamento feito com mais de 3 mil salas em todo o país destacou que a venda de ingressos na categoria inteira, que era de aproximadamente 30% em 2017, caiu para 21,6% no ano passado.

Assessoria de Imprensa – ABRAPE

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