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Setor de eventos diz que 840 mil empregos no Paraná estão ameaçados e pede apoio para reabertura

21 de agosto de 2020
15:14

Redação Bem Paraná com assessorias

Até outubro deste ano, cerca de 840 mil trabalhadores poderão perder seus empregos. Um dos segmentos mais afetados pelo isolamento social, a indústria do entretenimento e eventos é responsável por 4,32% do Produto Interno Bruto no país e possui ligações com diversos ramos da cadeia produtiva. Esses foram alguns dos argumentos apresentados ao governador Ratinho Junior (PSD) por representantes do setor de eventos e recreação, ocorrida nesta quarta-feira, 19 de agosto, em carta entregue a Ratinho Junior

Segundo o presidente da Associção Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, que esteve presente à reunião, o setor solicitou esclarecimentos e sugeriu planos de ação para a retomada do setor de eventos no Paraná. “Observando a flexibilização das medidas de isolamento social de forma responsável, sempre acompanhando as determinações de avaliação de riscos dos governos, primando por um protocolo seguro, mas viabilizando nosso direito e necessidade do exercício de nossa atividade enquanto empresários, e do trabalho de cada colaborador”, diz o texto de uma carta entregue ao governador. 

Aguayo afirmou ainda que o documento também será entregue aos prefeitos das principais cidades do Paraná. A ideia é levar a inspiração de outras grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e do Nordeste, onde alguns eventos já foram retomados. O representante cita a cidade de Foz do Iguaçu, onde eventos com até 50 pessoas estão autorizados a partir desta quinta-feira, 20 de agosto. “Nós precisamos ter coragem porque se a gente não fizer isso agora, iremos acabar com um setor muito importante na geração de dividendos para o Estado, não apenas na geração de emprego como também impostos”, afirma Aguayo.

“Entendemos a impossibilidade nesse momento da retomada de forma integral, mas precisamos urgente da sua viabilidade parcial e bem como um plano a ser seguido com o aval das autoridades. Temos que ter um norte, uma base e o amparo governamental”, ressalta Mac Lovio Solek, vice-Presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape) na região Sul, que assina o documento entregue ao governo do Parana.

A carta encaminhada ao governo do Paraná conta com o apoio da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – ABRAPE, unidos a CNTUR – Confederação Nacional do Turismo , o SINDIPROM – Sindicato das Empresas de Promoção e Eventos, o SINDIABRABAR – Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba, a ABRABAR – Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas, e também as diversas Empresas de Formatura do Estado.

O setor agrega o entretenimento em geral, espetáculos, musicais, peças teatrais, formaturas, festas comemorativas, cinemas, feiras e exposições, congressos, enfim, todas as manifestações culturais e sociais. “Avalio que, por sua natureza, são atividades que sofreram estrondoso e irreparável impacto econômico com a restrição de circulação e aglomeração de pessoas. Por isso, há uma mobilização nacional, em frentes regionais, e que propõe uma parceria com o poder público, para permitir que a indústria do entretenimento supere a crise adotando protocolos seguros e viáveis para a retomada”, diz a carta.

A respeito de soluções encontradas por outros segmentos, Solek ressalta que ‘a nova realidade’ do entretenimento não poderá ser toda feita e planejada remotamente, por meio de soluções on-line. “A atividade à distância poderá complementar, mas não substituirá o evento presencial. Isso quebraria todo o setor”, argumenta. Por isso, Solek defende que nem todos os eventos da indústria do entretenimento precisam ser deixados para a última fase da abertura, como, por exemplo, eventos e apresentações em formato drive-in, que já vem acontecendo.

Solek ainda defende que sejam retomadas as atividades nos teatros, casas de shows, cinemas e eventos sociais e culturais, desde que com medidas que sejam responsáveis e funcionando com capacidades reduzidas. “Isso pode acontecer. Precisamos do apoio do governo nisso e de forma urgente”, reitera. “Precisamos da criação de decretos e leis contemplativas e favoráveis a nossa atividade, incentivos de créditos e melhorias tributárias para o setor, desburocratização, e de forma geral estímulos que nos ampare e fortaleça para a retomada das atividades”, afirma.

Na carta, Solek finaliza ressantando que o setor entende que retomar as atividades não é ‘virar uma chave’ para que tudo volte a ser como era antes. ” Mas já demorou muito para sermos enxergados como um setor importante ao país, aos estados e as cidades, e planejar a nossa volta, primando por responsabilidade sanitária, social, técnica mas também econômica.”

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